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Eficiência no uso de fontes alternativas ao Óxido de Zinco

Prática comum em dietas de leitões recém desmamados, sendo considerado um importante agente antimicrobiano no controle da incidência de diarreias por E.coli.

Por Andréia Vilas Boas, Zootecnista, mestre em Produção Animal Sustentável e Coordenadora Técnico Comercial na Vidara do Brasil

A promoção da saúde intestinal de leitões na fase pós-desmame é fundamental para um melhor aproveitamento dos nutrientes, manutenção de saúde, melhor desempenho e redução de perdas na fase de creche.

O zinco é um micronutriente essencial que influencia de maneira significativa o crescimento e produtividade de leitões, atuando como cofator para diversas enzimas, na função imune, digestão, defesa antioxidante, expressão de citocinas inflamatórias, entre diversas outras reações metabólicas.

A utilização do zinco na forma de Óxido de Zinco é uma prática comum em dietas de leitões recém desmamados, sendo considerado um importante agente antimicrobiano no controle da incidência de diarreias por E.coli.

Doses farmacológicas de Óxido de Zinco (entre 2.400 e 3.000ppm), aliadas a mecanismos multifatoriais de ação, atuam de forma benéfica no controle de diarréia por E.coli, inibindo e/ou reduzindo a atividade desta no trato gastrointestinal dos animais.

Interferências negativas

Apesar do Óxido de Zinco ser conhecido como uma importante ferramenta para controle de diarreia, seu uso em elevada concentração e tempo prolongado pode interferir negativamente no metabolismo por diferentes vias, como no acúmulo excessivo nos tecidos, redução de consumo, resistência antimicrobiana, além dos riscos significativos ao meio ambiente, com destaque para seu potencial poluidor e de acúmulo de metais pesados em solo e lâmina d’água.

Estudos recentes apontam que altos níveis de óxido de zinco nas dietas não são eficientemente regulados nos diferentes órgãos, alterando o metabolismo de minerais traço como cobre e ferro. Sua absorção é inversamente proporcional ao seu consumo, e seu excesso prejudica a absorção de cobre e o metabolismo de ferro, podendo inclusive induzir os animais à anemia e gerar perdas significativas.

Alternativas

Dessa forma, fontes alternativas comumente utilizadas na Europa, como o Óxido de Zinco Ativado, vêm sendo empregadas em diferentes regiões do Brasil, permitindo uma substituição significativa da fonte padrão por fonte ativada em doses reduzidas,  devido sua tecnologia patenteada que ativa suas moléculas, reduzindo o tamanho de partículas e aumentando significativamente sua superfície de ação, promovendo assim maior biodisponibilidade com impacto significativo na função intestinal e melhoria de desempenho zootécnico em leitões e bezerros.

No mercado brasileiro existe fonte ativada de oxido de zinco com excelente biodisponibilidade, que auxilia efetivamente no controle de diarreia pós-desmame, permitindo uma substituição segura e econômica, além de reduções significativas do potencial poluidor desse mineral.

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